Na realidade, o que ficou nítido pra mim foi o seguinte:
O trio HTML/CSS/Javascript é ótimo pra se trabalhar com interfaces nas quais nosso conteúdo é textual/pictórico. De fato, são feitos pra isto. No entanto, se eu começo a precisar de interações mais interessantes como um drag and drop e uma múltimidia mais pesada, o bicho já começa a dar pra trás, pois a incompatibilidade entre os browsers é um fato (e sou bem pessimista com relação a este problema).
Além disto, percebi que por muito tempo eu estava me auto enganando com relação à criação de interfaces web. Cara: a arquitetura web é baseada em documentos. A idéia toda é ter documentos interligados, conteúdo que eu possa pesquisar, e não formulários com eventos avançados, animações, etc (podem até fazer parte, mas são acessórios no máximo, e não a essência).
Foi neste momento em que percebi que muita gente (me incluindo com certeza) ainda confunde web com desktop. Sim: HTML é a lingua franca da web, mas há situações em que eu não quero uma aplicação para tratar conteúdo textual: quero uma aplicação para outros tipos de interatividade (desenho, vídeo, entretenimento interativo de fato, etc), ou seja, eu quero um híbrido entre a web (quero puxar meus dados e armazená-los nesta rede que basicamente sempre está disponível) e, ao mesmo tempo, quero ter a funcionalidade de um desktop. E com os web standards eu trabalho MUITO mais para obter o que já vêm de fábrica com estas plataformas RIA.
Acho importante salientar a diferença entre os dois ambientes, conforme foi mencionado aqui, pois é somente neste momento em que as plataformas RIA mostram de fato o seu porquê de existir. Na realidade, eu não larguei de fato o HTML/CSS/Javascript. Só parei de dar murro em ponta de faca ao tentar implementar uma interfaces MUITO ricas 100% funcional e cross browser.