Olá pessoal!
Questão “filosófica”: até que ponto a modelagem de um banco de dados interfere no desenvolvimento orientado a objetos?
Tenho um sistema que foi desenvolvido há 10 anos, ele tem seu banco em ACCESS e seu código fonte em VB 5. Como todos os programadores VB da empresa foram extintos, sobrando apenas a galera de JAVA, resolveram migrar esse pequeno sistema, a título de teste, para futuras migrações (há outros em VB).
Ocorre que, durante a migração do sistema para JAVA, foi se tornando impossível contornar os problemas de desenho do banco. Querem um exemplo?
A tabela responsável por armazenar os dados dos empregados simplesmente abriga todas as informações do empregado, ou seja, nome, telefone, endereço residencial, comercial, documentação, enfim, é uma tabela gigante. Nossa DAO ficou horrível pois, para contornar esse problema, criamos alguns métodos que iam montando o empregado aos poucos, conforme a informação fosse necessária, e isso se tornou impraticável com a adição de novas classes, novos relacionamentos, a ponto do ACCESS travar com qualquer consulta à base de dados.
A afirmativa: “o desenho do banco de dados influencia na programação” - parece óbvia, mas só vivenciando o que ela quer dizer que você se dá conta do quão importante é um banco de dados bem desenhado.
E vocês? Já passaram por isso? Alguma solução que eu não tenha contemplado?
