Greve dia 21/02

Eu não acho. Se houver realmente a tal prova as questões iriam mais para o lado de “Quais são as fases de um projeto de software?” ou “Descreva a documentação mínima que o programador deve receber do Analista de Sistemas ao implementar um caso de uso”.

:-)[/quote]

ou seja, a normatização técnica viria de pessoas mui distanciadas da realidade do desenvolvimento.

Já que falaram em regulamentação, cito novamente meu artigo:

[quote=rmendes08][quote=misterzire][quote=rmendes08][quote=misterzire][quote=YvGa][quote=misterzire]
Temos bons profissionais com e sem diploma mas infelizmente os bons profissionais são minoria independente de como essa pessoa adquiriu o conhecimento . Por isso , sou a favor que a pessoa busque a educação, sou a favor dos estudos . Não concordo com a postura de alguns que ficam criticando o cara que esta la batalhando para conseguir o seu diploma.

Realmente para alguns é mais fácil desprezar o pessoal que esta estudando justificando que o mercado irá separar bons e ruins. Esses para mim são os falsos ESPERTOS pois no final das contas essas pessoas que serão as mal pagas pelo mercado e tachadas de programadores de padarias . E ficarão reclamando que estão sob profissionais que comprarão canudo , que não sabem programar . isso sim , é o mimimimimi

[/quote]

É ilusão achar que um órgao pode regular o mercado artificialmente. É como já foi dito várias vezes: qual a proposta para a regulamentação? Só a exigência do diploma?

Pois então que se faça. Mas não vai adiantar nada, só arrumam outros nomes para as coisas.

É como acontece em outras áras, contabilidade por exemplo, tem muito “auxiliar de escritório” que ganha mais que contador contratado. Eu sei porque trabalhei muito tempo sistemas para contadores. Eles só não podem receber o título, mas o salário recebem maior que os contadores.

Não se regulamenta nada artificialmente, as empresas e profissionais dão um jeito de burlar a artificialidade.

Por que ao invés de ficar discutindo regulamentação não trabalhamos em conjunto pra criar uma certificação legal pra analista de sistemas? Não podemos obrigar ninguém a usá-la como parâmetro, mas se for bem feita, pode ganhar corpo e ser uma referência. Quem sabe até para uma futura regulamentação, ao estilo da prova da OAB.

Que tal? Vamos fazer alguma coisa ou ficar só no chororô?
[/quote]

Vamos , o que você sugere ?

Quanto a regulamentação . de uma olhada nesses links .

http://www.sbc.org.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=224&Itemid=168

http://www.sbc.org.br/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=324&Itemid=964
[/quote]

Olha, é uma boa prática ler os links antes de postar, porque a proposta de regulamentação da SBC é exatamente o contrário de tudo o que você defendeu aqui, dos mesmos links que você postou:

[quote]a SBC consolidou sua posição institucional em relação a esta questão pela formulação dos seguintes princípios, que deveriam ser observados em uma eventual regulamentação da profissão:

Exercício da profissão de Informática deve ser livre e independer de diploma ou comprovação de educação formal.

Nenhum conselho de profissão pode criar qualquer impedimento ou restrição ao princípio acima.
[/quote]

Do projeto de Lei encaminhado ao congresso:

[quote]
Art. 1º - É livre em todo o território nacional o exercício de qualquer atividade econômica, ofício ou profissão relacionada com a Informática, independentemente de diploma de curso superior, comprovação de educação formal ou registro em conselhos de profissão.
[/quote][/quote]

Eu li os links , não concordo com muita coisa da SBC mas entendo que é um bom começo . Sem falar que eles são contra a sua RESERVA DE MERCADO :slight_smile: . O que você acha da proposta dos caras ?[/quote]

Ué, o PL apresentado pela SBC vai de encontro com tudo o que eu defendi aqui. Exerce a profissão quem quer. Se o sujeito quiser dar a cara no mercado sem diploma, ele tem todo direito. Se alguma empresa quiser contratar alguém sem diploma, faça bom proveito. Como eu apontei, o projeto de lei da SBC foi apresentado no intuito de proteger o livro exercício da profissão, justamente para evitar interferências de outros conselhos, como o CREA por exemplo, que já reinvidicou regulamentação sobre a área informática. [/quote]

Bom, entendo sua opinião , acho legal termos um organização tipo SBC mas na minha opinião só deveria executar atividades dentro da área de informatica pessoas com formação assim como acontece em todas as carreiras importantes.

Pode ser técnico , certificado , diplomado ou pós-graduação .
Mas tem que ter alguma formação na área de informática senão o setor fica sem credibilidade.

Coloquei os links do SBC para mostrar que existem pessoas que querem a regulamentação sem proibir que pessoas de outras áreas ou sem formação executem atividades de informática o que para mim já é um bom começo .

[quote=YvGa][quote=misterzire][quote=YvGa][quote=misterzire]
Vamos , o que você sugere ?
[/quote]

A minha primeira sugestão é abrirmos uma discussão sobre qual linha de análise vamos seguir. Podemos começar elencando uma literatura básica para a construção dos problemas da certificação.[/quote]

E qual linha de análise você sugere ?[/quote]

Podemos começar com os agilistas como Robert C Martin, Martin Fowler, Eric Evans, Kent Beck. Sem deixar alguns mais clássicos como Bertrand Meyer e Grady Booch, além do GoF.

O que você acha? Tem algum pra acrescentar?[/quote]

Discordo ,
Poderia acrescentar a sua lista nomes como Pressmam (Engenharia de Software) , Rita Mulcahy (PMP) e o Yordon (Programação Estruturada) mas do meu ponto de vista acho que devemos priorizar o modo como o profissional de
informática negocia com os seus clientes .

Acho legal quando vejo profissionais éticos , que sabem cobrar um valor justo , que entregam os requisitos negociados dentro do prazo acordado.

Primeiro ponto: O diploma não garante que o profissional tenha nada disso.

Segundo ponto: O cliente tem todos os meios legais para cobrar isso de um analista, primeiro fazendo uma boa escolha do profissional, depois exigindo que ele cumpra um contrato.

Sinceramente, não cabe a nós nos preocuparmos com a qualidade do profissional que o cara contrata. Profissionais ruins dão dores de cabeça, e no fim das contas, isso acaba valorizando mais ainda os bons profissionais. A reserva de mercado piora as coisas nesse sentido porque coloca profissionais bons e ruins no mesmo patamar, o dos autorizados a trabalhar.

Eu sou contra a reserva de mercado em qualquer área, mesmo em muitas nas quais já existe.

Quando falamos de medicina e engenharia (a maioria delas) falamos de profissões às quais não se tem acesso ao aprendizado sem cometer crimes. Como eu sempre repito: Você pode até estudar a teoria da medicina em qualquer lugar, mas não pode comprar um cadáver, e muito menos usar uma pessoa viva, para estudar a parte prática.

Então, se você não tem um diploma, você não aprendeu medicina, porque só existe uma forma de aprender medicina. O mesmo vale para outras áreas da saúde.

Engenharia é a mesma coisa. Você não pode construir uma ponte nas horas vagas e por trânsito nela pra ver como fica, ou você aprende na faculdade ou você não sabe, ainda que domine a teoria.

Já no direito eu acho discutível, embora reconheça o risco que é para pessoas com menos acesso à informação cair nas mãos de espertalhões. Talvez a OAB diminua esse risco e isso seja válido.

Na nossa área, como em muitas outras, não se justifica a reserva de mercado. Contadores? Administradores? Jornalistas? Fotógrafos, Vendedores, Corretores imobiliários? São todas profissões que diveriam ser livres, exercendo quem quer e permitindo que o contratante dos serviços decida se aceita ou não a qualidade do quem o está ofertando.

Eu acho abominável o fato de ter que pagar um contador para controlar as duas ou três notas que emito no mês. Isso é fruto da reserva de mercado que você está defendendo. Bom pros contadores medíocres (porque os bons não aceitam as minhas duas ou três notas/mês), péssimo para a sociedade.

P.S. Excelente o texto do ViniGodoy.

[quote=YvGa]

Acho legal quando vejo profissionais éticos , que sabem cobrar um valor justo , que entregam os requisitos negociados dentro do prazo acordado.

Primeiro ponto: O diploma não garante que o profissional tenha nada disso.

Segundo ponto: O cliente tem todos os meios legais para cobrar isso de um analista, primeiro fazendo uma boa escolha do profissional, depois exigindo que ele cumpra um contrato.

Sinceramente, não cabe a nós nos preocuparmos com a qualidade do profissional que o cara contrata. Profissionais ruins dão dores de cabeça, e no fim das contas, isso acaba valorizando mais ainda os bons profissionais. A reserva de mercado piora as coisas nesse sentido porque coloca profissionais bons e ruins no mesmo patamar, o dos autorizados a trabalhar.

Eu sou contra a reserva de mercado em qualquer área, mesmo em muitas nas quais já existe.

Quando falamos de medicina e engenharia (a maioria delas) falamos de profissões às quais não se tem acesso ao aprendizado sem cometer crimes. Como eu sempre repito: Você pode até estudar a teoria da medicina em qualquer lugar, mas não pode comprar um cadáver, e muito menos usar uma pessoa viva, para estudar a parte prática.

Então, se você não tem um diploma, você não aprendeu medicina, porque só existe uma forma de aprender medicina. O mesmo vale para outras áreas da saúde.

Engenharia é a mesma coisa. Você não pode construir uma ponte nas horas vagas e por trânsito nela pra ver como fica, ou você aprende na faculdade ou você não sabe, ainda que domine a teoria.

Já no direito eu acho discutível, embora reconheça o risco que é para pessoas com menos acesso à informação cair nas mãos de espertalhões. Talvez a OAB diminua esse risco e isso seja válido.

Na nossa área, como em muitas outras, não se justifica a reserva de mercado. Contadores? Administradores? Jornalistas? Fotógrafos, Vendedores, Corretores imobiliários? São todas profissões que diveriam ser livres, exercendo quem quer e permitindo que o contratante dos serviços decida se aceita ou não a qualidade do quem o está ofertando.

Eu acho abominável o fato de ter que pagar um contador para controlar as duas ou três notas que emito no mês. Isso é fruto da reserva de mercado que você está defendendo. Bom pros contadores medíocres (porque os bons não aceitam as minhas duas ou três notas/mês), péssimo para a sociedade.

P.S. Excelente o texto do ViniGodoy.[/quote]

Sim, o diploma não garante que o profissional seja ético .O que eu disse foi que é importante que tenhamos uma conduta ética e isso é mais importante que metodologias de
programação .

Atualmente informática agrega valor aos negócios das empresas e dependendo do setor que você trabalhe um erro pode sim ser um crime .
Exemplo : Setores bancários , aviação etc .

Entendo que informática é uma ciência nova , nos primórdios da humanidade ninguém fazia faculdade de medicina ou engenharia . naquela época existiam os curiosos
assim como temos em informatica atualmente mas graças a DEUS esses setores evoluirão e e eu espero que isso continue acontecendo com informatica.
Assim como Medicina e Engenharia em algum momento teve que ser regulado , espero que algum dia assim também seja com informática.

Se você pudesse emitir suas notas o governo não teria como responsabiliza-lo caso você calcula-se errado alguma coisa da mesma forma
que seu cliente não terá como faze-lo caso você entregue algum sistema ou site web que não cumpra os requisitos acordados.
Ele pode te processar mas não vai dar em nada pois não existe regulamentação.

Pra mim não é uma questão de idade, nem de maturidade da profissão. É uma questão de acesso.

Qualquer um pode aprender informática, e o banco (por exemplo), com seus sistemas críticos têm todo o direito de exigir o que bem entendem na hora de contratar seus profissionais, para que os erros, ou crimes não aconteçam. E caso aconteçam, como é hoje, a responsabilidade recai sobre ele, banco e não sobre o programador.

E assim deve ser, é problema do banco se quis contratar um meia boca pra fazer o que precisava de um experiente.

Medicina você não pode aprender sem cometer um crime, você só tem uma forma de aprender medicina. A programar você pode aprender de diversas maneiras, sem por a vida de ninguém em risco. Não teria porque proibir alguém comprar um livro e construir um sistema para a padaria do tio.

E sobre os contadores: se ele errar uma informação ou perder algum prazo, quem arca com as consequencias sou eu, não o contador. O papel legal deles é só recolher a mensalidade. Não vai nada além disso.

Só concluindo: Infelizmente, não é possível obrigar ninguém a ter ética, muito menos competência. Ética é algo inerente ao caráter, independe de qualquer formação ou regulamentação.

E como pode!!! Alegar que não se conhece a Lei não te livra de cumprí-la. Portanto, mesmo que as empresas não fossem obrigadas a contratar contadores, de maneira alguma isso diminuiria a responsabilidade delas em recolher impostos corretamente.

[quote]
seu cliente não terá como faze-lo caso você entregue algum sistema ou site web que não cumpra os requisitos acordados.
Ele pode te processar mas não vai dar em nada pois não existe regulamentação.[/quote]

Claro que tem! Se um fornecedor não cumpre com prazos ou requisitos isso é quebra de contrato comercial, e quem regula esse tipo de atividade é o Código Civil. Até mesmo para Engenharia Civil por exemplo. Se uma construtora não cumprir prazos ou entregar um imóvel diferente do que ela vendeu, o comprador tem que abrir uma ação civil do mesmo jeito. Não existe nenhuma lei específica regendo contratos de engenharia. Os CREAs fiscalizam tão somente o cumprimento de normas técnicas: se a fundação é adequada, se o material é adequado, etc. Repare que, mesmo que um empreendimento esteja adequado tecnicamente em momento algum isso quer dizer que a construtora cumprirá com seu contrato comercial.

[quote=rmendes08][quote]
Se você pudesse emitir suas notas o governo não teria como responsabiliza-lo caso você calcula-se errado alguma coisa
[/quote]

O governo nunca faria isso pois existem outras leis que provavelmente iria inocentar essas pessoas .Não estou falando de empresas .
Agora se você esta falando de empresas de verdade concordo com você.
Se bem que tem as empresas de uma pessoa só , esses sim não tem do que reclamar pois abrem empresa para pagar menos impostos e ainda reclamam de pagar contador .

Realmente , se você contratou uma empresa de informática e fez um contrato com ela isso poderá ser válido agora se você foi enganado por um curioso .

Pode apostar que a empresa na qual você trabalha hoje, ou na qual trabalhará amanhã, um dia foi pequena.

As facilidades para as pequenas empresas são justamente para elas ter fôlego e sobreviver aos primeiros anos. Aí vem uma classe de profissionais e te obriga a escolher entre um de seus preguiçosos para sugar o teu pescoço.

Onde está nisso a ética a que você se referia?

Você, enquanto empresa pequena tem a opção, ainda, de controlar suas contas no excel e não contratar um software no começo. Tem tambem a opção de contratar um bem barato, porque apesar dos enroscos de um bugzinho aqui e ali você consegue usar. E tem a opção, ao crescer, contratar um empresa especializada para produzir um sistema de qualidade porque aquele que o sobrinho fez já não atende mais. Regulamentar, dependendo de como for feito, é tirar do cliente esses direitos.

Onde está nisso a ética a que você se referia?

Agora se o cara contrata alguém pra fazer um sistema de grande porte e faz isso baseado no valor da mão de obra, ele é quem vai pagar o preço. Ele vai aprender, da pior maneira, que não se contrata desenvolvimento baseado em valor, mas baseado em necessidade.

[quote=YvGa][quote=misterzire]
Se bem que tem as empresas de uma pessoa só , esses sim não tem do que reclamar pois abrem empresa para pagar menos impostos e ainda reclamam de pagar contador .

Pode apostar que a empresa na qual você trabalha hoje, ou na qual trabalhará amanhã, um dia foi pequena.

As facilidades para as pequenas empresas são justamente para elas ter fôlego e sobreviver aos primeiros anos. Aí vem uma classe de profissionais e te obriga a escolher entre um de seus preguiçosos para sugar o teu pescoço.

Onde está nisso a ética a que você se referia?

[/quote]

Esse foi justamente um exemplo de uma empresa que provavelmente não possui ética mas não podemos generalizar :slight_smile:

Nesses casos não existe ética como você mesmo já insinuou , pra mim , foi um exemplo que você entendeu claramente .
agora , se o cara comprou o software pirata através do sobrinho , um dia ele pagará o preço .

[quote=drsmachado][quote=lkbm]
A questão é que ninguém esta te obrigando a ser representado pelo sindicato da categoria, essa é uma escolha que o profissional faz, quando opta por vender sua mão de obra.

A idéia de poder escolher entre diferentes opções de sindicato não faz sentido, pelos motivo já expostos.[/quote]
Então, pela tua lógica, se eu moro num bairro onde só existem torcedores do corinthians, não posso torcer para nenhum outro time, apenas por que resolvi gostar de futebol?[/quote]

é a lógia de quem você espera obter benefício, o seu sindicato de 6 pessoas não teria nenhum poder de negociação.

De fato eles não disputarão a mesma vaga por que o bom profissional vai ser descartado.

Um dos métodos que as empresas usam pra manter os lucros quando os custos da mão de obra aumenta é empregar trabalhadores que aceitam trabalhar por menos.

De fato eles não disputarão a mesma vaga por que o bom profissional vai ser descartado.

Um dos métodos que as empresas usam pra manter os lucros quando os custos da mão de obra aumenta é empregar trabalhadores que aceitam trabalhar por menos.[/quote]

E você gostaria de trabalhar numa empresa assim? Eu não. Uma empresa assim não terá bons profissionais.

Mas se engana quem pensa que assim elas conseguem manter o lucro. Elas conseguem manter o lucro hoje em dia porque cobram valores absurdos dos clientes. Só com esses valores absurdos elas conseguem pagar essa massa disforme de “profissionais” incompetentes que mantem, com suas diversas camadas de gerentes e coordenadores, analistas de requisitos e mais uma série de pseudo-profissionais que trabalha desenvolvendo software, mas nunca soube escrever uma linha de código.

Eu me lembro de uma vez numa sala de reuniões com doze pessoas sobre determinada funcionalidade de um sistema. Dessas doze, duas eram usuários do sistema (as únicas por parte do cliente), duas sabiam escrever código e uma sabia testar. As outras sete tinham os mais variados titulos, cargos e opiniões, mas eram TODAS absolutamente inúteis naquela reunião. Mas precisavam estar ali pra justificar seus cargos, seus salários e seus ternos. De dez pessoas representando a empresa sete eram absolutamente inúteis para a construção do sistema.

Setenta por cento, ainda mais se você considerar valores de salários, era de desperdício. E quem paga por isso? O cliente.

E sabe o que é pior? Essas empresas não contratam profissionais baratos pra economizar, elas contratam porque não sabem contratar profissionais caros. Já tentaram várias vezes, mas como não sabem acabam comprando gato por lebre. Pagam salários altíssimos pra profissionais medianos. Então preferem não arriscar.

Se elas soubessem contratar, se soubessem medir produtividade (de fato, não com time trackers e afins), já teriam percebido que a diferença de produtividade entre dois programadores pode passar de 1 para 10, bem fácil. Não precisa ser gênio matemático pra saber que pagar 8k para um programador é melhor que pagar 4k para 5 ou 6.

Eu ouço sempre falar em valorizar o programador, mas o que é valorizar? Podem ter certeza que criar conselho de classe não vai valorizar nada, exceto a conta bancária dos diretores do tal conselho.

Programador não se dá valor, e o problema não é salário não. Programador tem vergonha até de se dizer programador. Eu tenho na minha carteira de trabalho o registro como analista de sistemas sei lá que número, mas se me perguntam com o que eu trabalho eu não penso duas vezes: Sou Programador. Programador é visto como peão de luxo e se conforma com isso, buscando forma de deixar de ser programador para de deixar de ser peão de luxo. E vocês esperam que venha alguém de fora para valorizar a profissão. Só pode ser brincadeira.

Eu me dou valor, e brigo para que programador seja valorizado. Brigo mesmo, tiro do meu caminho ex-programador que se diz analista de negócios, ex-programador que quer ficar fazendo tabelas no banco de dados e achando que isso é análise de sistemas. Não trabalho com esse tipo de profissional e deixo bem claro para os meus diretores. Analista de negócios não é ex-programador que não tem mais função, analista de negócios é um profissional da área. Se você está fazendo um sistema jurídico o analista de negócios é um advogado, juiz, promotor, seja lá o que. Não um ex-programador Delphi que trabalhou nesse tipo de sistema. Um analista de sistemas sabe programar, se não sabe é inútil e comigo não trabalha.

Isso é valorizar a profissão, é lutar para ser ouvido é deixar claro que você, programador, pode e deve ser ouvido antes de se tomar decisões estratégicas.

É engraçado como se preocupam tanto com sobrinhos peagapezeiro enquanto aceitam que esses sanguessugas se agarrem aos nossos pescoços, mamando no nosso trabalho, levando pra eles boa parte da grana que o cliente paga e tendo como função única servir de telefone sem fio entre nós e os usuários do sistema.

E vem me falar que querem valorizar a profissão?

Menas! (como diria quem usa um por que separado na resposta)

Após ler os itens, só quero fazer algumas considerações:

  1. Uma regulamentação não tem o objetivo de regular mercado algum, é questão de responsabilidade técnica. Nenhum cliente pode ser lesado por desconhecer informática, se o cara contratou um profissional mais barato (diga-se de passagem, direito dele), ele tem todo o direito de receber o produto que contratou e receber funcionando bem, se o “profissional” não teve capacidade técnica de desenvolver o solicitado, ele deve ser punido sim. Além disso a responsabilidade técnica aplica-se tanto a profissionais, quanto para a empresa, a empresa deve ter cadastro também no órgão de classe.

  2. Um piso salarial condizente com a função e a responsabilidade que um profissional tem é necessário sim. Ninguém questiona o piso salarial de um engenheiro, não importa o que ele faça, pois o piso salarial é condizente com a quantidade de estudo que esse profissional teve. Chega a ser indecente defender que qualquer profissional, formado em uma faculdade, receba 1500 de salário inicial.

  3. Realmente, a regulamentação não vai fazer com que as empresas paguem o salário do piso, porém é muito fácil provar na justiça do trabalho que o cargo que estava sendo exercido pelo profissional não tem nada a ver com o registro, sendo assim possível de se cobrar posteriormente o valor não pago pela empresa.

De fato eles não disputarão a mesma vaga por que o bom profissional vai ser descartado.

Um dos métodos que as empresas usam pra manter os lucros quando os custos da mão de obra aumenta é empregar trabalhadores que aceitam trabalhar por menos.[/quote]

Uma coisa precisa ficar clara. Não é apenas a empresa que nos escolhe. Nós precisamos escolher a empresa também. E se a empresa tem essa política, eu é que não quero trabalhar nela.

De fato eles não disputarão a mesma vaga por que o bom profissional vai ser descartado.

Um dos métodos que as empresas usam pra manter os lucros quando os custos da mão de obra aumenta é empregar trabalhadores que aceitam trabalhar por menos.[/quote]

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[quote=naomeencontro]Após ler os itens, só quero fazer algumas considerações:

  1. Uma regulamentação não tem o objetivo de regular mercado algum, é questão de responsabilidade técnica. Nenhum cliente pode ser lesado por desconhecer informática, se o cara contratou um profissional mais barato (diga-se de passagem, direito dele), ele tem todo o direito de receber o produto que contratou e receber funcionando bem, se o “profissional” não teve capacidade técnica de desenvolver o solicitado, ele deve ser punido sim. Além disso a responsabilidade técnica aplica-se tanto a profissionais, quanto para a empresa, a empresa deve ter cadastro também no órgão de classe.

  2. Um piso salarial condizente com a função e a responsabilidade que um profissional tem é necessário sim. Ninguém questiona o piso salarial de um engenheiro, não importa o que ele faça, pois o piso salarial é condizente com a quantidade de estudo que esse profissional teve. Chega a ser indecente defender que qualquer profissional, formado em uma faculdade, receba 1500 de salário inicial.

  3. Realmente, a regulamentação não vai fazer com que as empresas paguem o salário do piso, porém é muito fácil provar na justiça do trabalho que o cargo que estava sendo exercido pelo profissional não tem nada a ver com o registro, sendo assim possível de se cobrar posteriormente o valor não pago pela empresa.[/quote]

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Receber o que pagou não é responsabilidade técnica. Isso é responsabilidade civil, como já foi apontado. Isso já pode ser cobrado.
E independe de normatização técnica.

Normatização técnica estar em definir qual é o processo considerado seguro e confiável para o desenvolvimento de software. É definir um conjunto de práticas obrigatórias, e validá-las. É como dar ao MPS nível X ou ao CMMI nível X e a UML força de lei, e dizer que sem isso, o software não é adequado.

Isso representa:

  • Aumento drástico do custo do software e do seu tempo de desenvolvimento;
  • Burocratização do processo de desenvolvimento;
  • Engessamento dos processos.

Também representa um conselho dizer que você não pode adotar outras práticas, além das definidas no conselho. Para mim, isso soa extremamente perigoso e retrogrado numa área dinâmica como a nossa.

Perceba que um software pode estar tecnicamente enquadrado e não ser o que o cara contratou.

Sinceramente, não acho que a área de informática tenha processos maduros como os da engenharia para falarmos em projetos técnicos. E, pior do que isso, não acho nem que os softwares que escrevemos necessitem disso.

[quote]2) Um piso salarial condizente com a função e a responsabilidade que um profissional tem é necessário sim. Ninguém questiona o piso salarial de um engenheiro, não importa o que ele faça, pois o piso salarial é condizente com a quantidade de estudo que esse profissional teve. Chega a ser indecente defender que qualquer profissional, formado em uma faculdade, receba 1500 de salário inicial.
[/quote]

Piso salarial é uma medida infantil. Ele não se baseia em uma análise financeira, em demanda, ou em percepção de valor.
Nunca funcionou na prática, e nunca vai funcionar.

Eu já trabalhei com empresas de engenharia (Siemens, Esteio, Bosh) e vi engenheiros contratados como analistas fora do piso. Ninguém vai pagar muito dinheiro por um profissional recém formado só porque a lei diz assim (exceto talvez o governo).

Além disso, se um piso irreal for realmente imposto e fiscalizado, você irá causar demissões em massa, já que as empresas não irão manter o mesmo número de profissionais. A idéia de que as empresas nadam em lucros enquanto oprimem funcionários é um tanto irreal na maioria dos casos. Já faz muito tempo que as empresas reconhecem que a Morganização é um conceito furado, especialmente ao lidar com profissionais qualificados.

[quote=rmendes08][quote]
Se você pudesse emitir suas notas o governo não teria como responsabiliza-lo caso você calcula-se errado alguma coisa
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E como pode!!! Alegar que não se conhece a Lei não te livra de cumprí-la. Portanto, mesmo que as empresas não fossem obrigadas a contratar contadores, de maneira alguma isso diminuiria a responsabilidade delas em recolher impostos corretamente. [/quote]

Inclusive, mesmo com contadores, perante ao governo, o dono da empresa é SEMPRE responsável por pelos erros contábeis da empresa.

O contador só passou a ser co-responsável com o novo código civil em 2003, mas SOMENTE se cometer uma ação fraudulenta. Em caso de erro contábil, o dono paga a conta e o contador só tem que se acertar com esse dono.

Particularmente, se o dono é sempre responsável, não vejo porque impor a presença de um contador. Se o cara manja de contabilidade, e tem uma pequena empresa (que não demanda tanto esforço contábil assim) para que a restrição? Ele deveria contratar um contador porque sente necessidade, e porque o profissional agrega valor, não porque é obrigado.