Massificação da cultura e a criação de padrões


http://qz.com/115831/googles-20-time-which-brought-you-gmail-and-adsense-is-now-as-good-as-dead/

[quote=Impossivel][quote=A H Gusukuma]

Já vi pessoas de dentro e de fora da Google citando esse fato. Inclusive o palestrante. Tem outras informações negando isso?
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http://qz.com/115831/googles-20-time-which-brought-you-gmail-and-adsense-is-now-as-good-as-dead/

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A Google respondeu isso: http://qz.com/117164/20-time-is-officially-alive-and-well-says-google/

http://qz.com/116196/google-engineers-insist-20-time-is-not-dead-its-just-turned-into-120-time/

Achei que a empresa tivesse abandonado a pratica por completo, mas pelo visto foi apenas uma reformulação depois que a nova gestão assumiu a empresa. Agora basicamente o profissional trabalha de graça pra empresa na sua hora extra (80-20 x 120).

http://qz.com/116196/google-engineers-insist-20-time-is-not-dead-its-just-turned-into-120-time/

Achei que a empresa tivesse abandonado a pratica por completo, mas pelo visto foi apenas uma reformulação depois que a nova gestão assumiu a empresa. Agora basicamente o profissional trabalha de graça pra empresa na sua hora extra (80-20 x 120).[/quote]

Não tenho como avaliar isso, mas, tenho uma opinião: Essa política é claramente vencedora, mas, deve ter muito abuso, então, estão redefinindo parametros. Muitos não gostaram, é sempre assim. Quando o bom-senso não vigora, uma política desse tipo sofre as consequencias.

[quote=rmendes08]Eu tô é doido pra saber qual o embasamento teórico do Impossivel, ou observação empírica dele para afirmar que empresas hierarquizadas são socialistas/comunistas.

É no mínimo curiosa essa afirmação, porque das empresas que conheci, seja onde trabalhei ou por relato de colegas, não há setor mais burocrático/hierarquizado do que os bancos, por exemplo.

É no mínimo bastante curiosa, porque segundo Adam Smith por exemplo, pai do liberalismo econômico, é justamente a divisão/especialização/automação do trabalho um dos fatores que geram riqueza (acúmulo de capital) para o país. Ora, o ápice desse pensamento foram justamente o Taylorismo/Fordismo, que são parte da escola norte-americana (país socialista, como todos sabem) de administração, que defendem, entre outras coisas, a divisão clara entre gerência e operação, e o controle rígido dos operários pelos gerentes. Não obstante, o “mercado” recompensou, e ainda recompensa, muito bem este modelo durante décadas. Temos toda a história da industrialização no século XX para comprovar.

Enfim, só postei para esclarecer que a questão é capitalismo clássico x capitalismo pós-moderno. E nem são tão conflitantes assim, porque para o iPhone existir, você precisa tanto dos “cool designers” da Apple quanto dos operários da Foxconn, ou seja, são modelos que sem complementam, e que eventualmente entram em conflito em um setor ou outro.

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Socialismo é perfeitamente compatível com capitalismo.

Não lembro de ter dito que empresas são comunistas.

Então, como imaginei você não sabe do que se trata o socialismo, ou então não sabe diferenciar modo-de-produção de regime de governo …

“Ora, se o propósito é fazer um bom produto que torna as pessoas mais felizes; você paga seus trabalhadores de modo que eles têm autonomia para pensar na solução, e não no dinheiro; e o resultado disso é um bom produto, empresa lucrativa e trabalhadores felizes.”

Este é um cenário que tem crescido bastante nos últimos tempos. A pesquisa é muito boa e particularmente não me surpreendo com o resultado, nem vejo motivo pra tanto questionamento se o critério da pesquisa foi adequado ou não.

[quote=leandronsp]“Ora, se o propósito é fazer um bom produto que torna as pessoas mais felizes; você paga seus trabalhadores de modo que eles têm autonomia para pensar na solução, e não no dinheiro; e o resultado disso é um bom produto, empresa lucrativa e trabalhadores felizes.”

Este é um cenário que tem crescido bastante nos últimos tempos. A pesquisa é muito boa e particularmente não me surpreendo com o resultado, nem vejo motivo pra tanto questionamento se o critério da pesquisa foi adequado ou não.[/quote]

Acho que a autonomia defendida na pesquisa não é apenas pro profissional poder pensar na solução, mas escolher qual problema ele quer trabalhar.

http://qz.com/116196/google-engineers-insist-20-time-is-not-dead-its-just-turned-into-120-time/

Achei que a empresa tivesse abandonado a pratica por completo, mas pelo visto foi apenas uma reformulação depois que a nova gestão assumiu a empresa. Agora basicamente o profissional trabalha de graça pra empresa na sua hora extra (80-20 x 120).[/quote]

Não tenho como avaliar isso, mas, tenho uma opinião: Essa política é claramente vencedora, mas, deve ter muito abuso, então, estão redefinindo parametros. Muitos não gostaram, é sempre assim. Quando o bom-senso não vigora, uma política desse tipo sofre as consequencias.
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Agora fico me perguntando, se é uma pratica vencedora, na sua opinião, porque as pessoas querem ir embora da empresa?

http://finance.yahoo.com/news/ex-googler-tons-engineers-want-160246466.html

http://qz.com/116196/google-engineers-insist-20-time-is-not-dead-its-just-turned-into-120-time/

Achei que a empresa tivesse abandonado a pratica por completo, mas pelo visto foi apenas uma reformulação depois que a nova gestão assumiu a empresa. Agora basicamente o profissional trabalha de graça pra empresa na sua hora extra (80-20 x 120).[/quote]

Não tenho como avaliar isso, mas, tenho uma opinião: Essa política é claramente vencedora, mas, deve ter muito abuso, então, estão redefinindo parametros. Muitos não gostaram, é sempre assim. Quando o bom-senso não vigora, uma política desse tipo sofre as consequencias.
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Agora fico me perguntando, se é uma pratica vencedora, na sua opinião, porque as pessoas querem ir embora da empresa?

http://finance.yahoo.com/news/ex-googler-tons-engineers-want-160246466.html[/quote]

Simples: os que começaram com a empresa, além de ficarem milionárias, resolveram partir para outros desafios. Por diversos motivos, inclusive por não gostarem de algumas correções (ou desvios) de rumos da empresa. O fato é que numa empresa com milhares de funcionários você vai encontrar todo tipo de situação, os que estão satisfeitos e os que não Normal.
Verifica o número dos que pretendem sair e o número dos que pretendem entrar.

Sim, ainda mais porque o sistema é liberal e permite certa exploração.
Nada contra o princípio de que “divisão/especialização/automação do trabalho um dos fatores que geram riqueza”. Está correto, também. E é trabalho admirável.
A organização de um modelo de produção exige requisitos (pré-existentes) como por exemplo o estudo dos insumos, as ciências por trás dos métodos de produção, o insight do produto, o planejamento do modo de produção.
O que tenho achado interessante e que acredito estar ocorrendo:
A medida que a complexidade do produto ou do papel que o indivíduo executa vai crescendo, a explosão de ofertas para seus insumos também vai crescendo, mas muitas vezes, eles não são produtos facilmente “conectáveis”. por exemplo o que quero dizer com conectáveis. Vamos supor um técnico de reparos em impressoras (heheheh… Só pra remeter outro documentário - Mas independentemente do documentário existir ou não) que ao detectar o problema descobre que um microship rachou. Apesar de ele saber o que o microship faz, ele não tem outra peça de reposição que caiba fisicamente e logicamente no original. Antigamente, existiam makitas manuais para serrar mármore, azulejos, metalon, madeira… bastando apenas trocar o disco e regular a velocidade. A tendência: as maquinas não possuírem regulador de velocidade e ter um buraco de conexão tamanho padrão. vc terá que comprar uma maquina pra cada tipo que coisa desejar cortar.

Organizar as coisas a medida que a complexidade cresce e de forma que tudo se encaixe, vai se tornando cada vez mais cara e difícil. Então, eu tava pensando no que aconteceria no setor noveleiro ou do aço, se por exemplo, as casas de material para ferragens ou marcenarias investissem em elementos que são simples, mas genéricos e padronizados, além do que já se faz. Essa “indústria de base” deveria investir em modelos de ferramentas e insumos para estas ferramentas que fossem simples e facilmente readaptáveis. Acho que no fundo, o mundo já sacou isso que to tentando expor. Por isso que acho que é reflexo na pesquisa. Agora vou dar o outro lado, onde adaptar um padrão, aparentemente não compensa, pois a chance de conseguirmos fazer esse algo readaptável vai diminuindo por causa de sua composição. Que pode causar conflitos com outros sistemas semelhantes mas que dependam de componentes diferentes.

Por isso que estou achando a pesquisa interessantíssima. De alguma forma, para as pessoas se sentirem motivadas a embarcar em um padrão novo de exercício (se a complexidade for alta), ela tem que sentir segurança no que tá embarcando pra não desperdiçar tempo, ou qualquer outro recurso em uma atividade que não possa trazer compensações.

Espero que não, já trabalhei em empresa que padroniza tudo e é exatamente onde o programador é tratado como peão.

Seria ótimo se a indústria de software fosse mais modular pra permitir mais divisão de tarefas como adam smith falou, mas sem que pra isso vc mate os trabalhadores do conhecimento padronizando tudo em torno de coisas genéricas como socialistas gostam de fazer.

[quote=rmendes08][quote]
Socialismo é perfeitamente compatível com capitalismo.
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Então, como imaginei você não sabe do que se trata o socialismo, ou então não sabe diferenciar modo-de-produção de regime de governo … [/quote]

Socialismo trata de tornar as coisas iguais, seja no modo de produção ou no regime do governo.

Eu queria saber qual seu embasamento pra afirmar que socialismo é incompatível com estruturas hierárquicas e burocracia.

Será por que conhecimento não é criado em torres de marfim?

[quote=Impossivel]
Será por que conhecimento não é criado em torres de marfim?[/quote]

Com o tempo toda o mundo vai ser de marfim.

complexidade = diversidade de conhecimento

…e não padrões genéricos, cultura massificada, etc.

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[quote=Impossivel]complexidade = diversidade de conhecimento

…e não padrões genéricos, cultura massificada, etc.[/quote]

Sim. Por um lado existe um ganho mas por outra também existe perda.

Quando precisamos de itens de composição de baixa complexidade, encontramos com facilidade peças repositivas. Mas em se tratando de itens mais complexos, a peça se torna mais rara e com composições também mais complexas. Então, o que quero dizer, é que estabelecer padrões (Me refiro aos padrões públicos, e não os internos à uma empresa) em níveis muito elevados, pode facilitar a reposição, mas pode tornar uma adaptação demorada devido o número de ramificações que pode ser obrigado a alterar. Parece que existe um ponto critico onde compensa e não compensa levantar padrões, pois as especializações (descobertas de novos caminhos) fogem dos padrões.

Simples, é só pegar um livro qualquer do Karl Marx ou do Friedrich Engels (se algum dia tiver o interesse, claro), que deixam bem claro que o objetivo final do socialismo é a destruição do Estado, da divisão do trabalho e consequentemente, das classes sociais.